Eni produz nova descoberta de petróleo leve na costa de Angola

A italiana Eni anunciou uma nova descoberta de petróleo leve no Bloco de águas profundas 15/06 na terça-feira, representando a primeira descoberta comercial no bloco desde a retomada das atividades de exploração após a COVID-19.

A descoberta – que transporta reservas estimadas entre 200 e 250 milhões de barris de petróleo – é a segunda descoberta significativa dentro da Área de Desenvolvimento de Cabaça. O poço foi perfurado na área de exploração Cuica em águas profundas de 500 metros com profundidade vertical total de 4.100 metros.

Segundo a Eni – que produz actualmente cerca de 120 mil barris de petróleo por dia (bopd) em Angola – os dados preliminares apontampara uma capacidade de produção estimada em 10.000 bopd. O poço Cuica-1 NFW foi o resultado de uma estratégia de exploração centrada na infraestrutura, em que a “localização da cabeça do poço, colocada intencionalmente perto da unidade flutuante de armazenamento e escoamento da produção no Pólo Leste, permitirá uma conexão rápida do poço de exploração com a unidade de produção relevante”, segundo nota da empresa.

Pré-COVID-19, o Bloco 15/06 rendeu várias descobertas comerciais através dos poços Kalimba, Afoxé, Ndungu, Agidigbo, Agogo e poços de avaliação. Além deste, a Eni opera também o Bloco offshore 1/14 na Bacia do Baixo Congo e os blocos onshore Cabinda Norte e Cabinda Centro, e planeia aumentar as suas áreas operadas dentro do Bloco offshore 28, na Bacia do Namibe.

Angola – onde a Eni atua desde 1980 – desempenha um papel fundamental na estratégia de crescimento da empresa. Na terça-feira, a empresa anunciou que vai investir 7 mil milhões de dólares até 2025 em investigação, produção, refinação e actividades solares em Angola, com o objectivo triplo de reduzir as emissões de carbono, criar empregos e diversificar a economia através de sectores estratégicos, incluindo a agricultura.

O anúncio ocorreu na sequência de uma reunião de alto nível entre o Presidente angolano S.E. João Lourenço, o Presidente do Conselho de Administração da Eni, Claudio Descalzi e o CEO da Eni, Guido Brusco, com o objetivo de avaliar os desenvolvimentos existentes – incluindo a monetização do gás, o desenvolvimento de um terceiro pólo de produção no Bloco 15/06 e um compromisso renovado com a refinaria de Luanda – juntamente com a exploração de novas áreas de cooperação.

De acordo com Brusco, vários projetos importantes estão em andamento. Em termos de contribuições sociais, estão em curso iniciativas para alargar o acesso ao abastecimento de água potável e energia eléctrica em Cabinda, Huíla e Namibe, a par de um programa que vai formar mais de 600 médicos nas províncias de Luanda e Cabinda.

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